Desde que o assunto Imersão Estranha tem que ver com o administrante do batismo, justo é que devotemos o resto do livro à história dessa questão. É uma questão de autoridade. Quem tem o direito de batizar? Qualquer um? Quando Deus estabeleceu a ordenança, definiu o candidato, o ato, o desígnio, definiu também o administrante, ou deixou isso aberto a qualquer que desejasse executar o rito? Teria sido um procedimento estranho, se Ele não tivesse nenhuma provisão para quem devera celebrar o batismo.
Sobre este quarto elemento do batismo, são as Escrituras apenas tão plenas e explícitas como sobre os outros três elementos.
Vimos como foi Cristo enfatizado quando Ele andou cem quilômetros (sessenta milhas) para chegar a João, o qual foi enviado de Deus para batizar. E outra vez, Cristo o enfatizou quando perguntou aos principais dos sacerdotes e aos anciãos do povo: "O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens?" Mateus 21:25. E, de novo, na grande comissão, não dada a estranhos senão a discípulos, que eram membros da igreja que Ele já tinha edificado, está o mandamento para batizar. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos uma só passagem em que qualquer um foi batizado por qualquer outro que não recebeu sua autoridade de Cristo mesmo ou da igreja que Ele edificou. Foi assim no dia de Pentecostes, assim foi de Filipe na Samaria e quando ele batizou o eunuco, foi assim de Pedro quando batizou Cornélio e sua casa, foi assim de Paulo ao ser batizado por Ananias. Se o batismo estranho está certo e próprio, onde achamos na Bíblia qualquer autoridade para tanto? Não é para ser achado. Deus é só tão cuidadoso em firmar os limites do batismo como Ele foi em definir as especificações do tabernáculo, quando Ele encarregou Moisés: "Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou". Hebreus 8:5.
O batismo escriturístico não só deve ser administrado por quem tenha autoridade divina, a menos que essa autoridade tenha sido especialmente dada, como no caso de João Batista, essa autoridade deve residir numa igreja escriturística. Deus podia escolher hoje homens como escolheu a João e dar-lhes autoridade específica para batizar. Deus pode fazer qualquer coisa, menos que essa coisa seja contrária a Sua natureza justa. Deus não pode fazer coisa errada. Mas Deus podia selecionar um homem e dar-lhe uma revelação especial. Deus podia escolher um homem e dizer-lhe para ir batizar. Mas não cremos que Deus faça isso hoje e pensamos que seria presunção da parte de qualquer reclamar tal coisa. José Smith, fundador da igreja mormom reclamou-o, mais também ninguém o crê senão um mormom.
Cristo edificou Sua igreja, a ela cometeu as ordenanças e, desde esse dia, a autoridade para batizar e administrar a Ceia do Senhor reside na igreja que Jesus edificou; não em qualquer sacerdote ou pregador sobre a face da terra, mas na igreja. A menos que o batismo de alguém tenha essa autoridade, não é batismo escriturístico.
Três perguntas, portanto, levantam-se aqui: Jesus edificou uma igreja? Que é a igreja que Jesus edificou? Quando ele a edificou?
Um volume inteiro podia se escrever sobre estas três perguntas.
Primeira, então. Jesus edificou uma igreja? Em Mateus 16: 18 diz Jesus: "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja." Ele não só edificou Sua igreja senão também uma igreja triunfante, mais forte que todas as forças do inferno, que duraria para sempre, porque Ele diz; "As portas do inferno não prevalecerão contra ela". Há quem diga que durante a idade media a igreja falhou: que, devido à perseguição terrível pelos católicos romanos, a igreja ficou extinta, mas tal não é o caso. Em quase todo país da Europa milhares houve que não "curvaram o joelho a Baal" e, terminada a perseguição, vieram dos antros e cavernas da terra, rochas e aberturas das montanhas, para proclamarem de novo a fé da verdadeira igreja. Forneceremos a verdade disto quando mais tarde viermos a falar dos anabatistas.
A Segunda pergunta é: "Quando Jesus edificou Sua Igreja"? Há os que dizem, contra a autoridade escriturística, que Ele a edificou no dia de Pentecostes. Ele a construiu muito tempo antes disso. Observa que diz sobre os que se converteram no Pentecostes: "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se (acrescentaram-se) quase três mil almas", "acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (Atos 2:41, 47). O que não poderia ter sido feito a alguma coisa que já não existisse. Em Mateus 16.18 diz Jesus: "Edificarei a minha igreja". Em Mateus 18:17 diz: "Se não as escutar, dize-o à igreja". De modo que quando chegamos ao capítulo décimo-oitavo de Mateus a igreja que Jesus disse que edificaria já está existindo, pois não podiam contar algo da igreja se ela não existisse.
A terceira pergunta é: "Que é a igreja que Jesus edificou?" É isto a magna pergunta. Há quem diga que, ao dizer: "Edificarei minha igreja", Jesus não estava falando da igreja local, visível senão da universal, invisível. Uma tal interpretação é impossível. Se houvesse uma tal coisa ensinada nas Escrituras como uma igreja universal e invisível, edificada fora muito antes de agora, ou então, que dos caracteres do Velho Testamento, não estivessem eles nela, e como podiam estar nela se ela não estivesse edificada? Repito, como podia alguém contar seus agravos a algo universal e invisível? Não, é claro, Cristo está falando da congregação local e visível. Se houver uma tal corporação como a igreja universal e invisível, ela nunca ainda se reuniu e não se reunirá até que todos os redimidos cheguem ao céu.
Para compreender-se a questão do batismo estranho importante é que pensemos claramente sobre a questão da igreja. Muita de nossa confusão sobre a questão de autoridade vem do pensamento nebuloso sobre a igreja. Lançaremos, portanto, neste ponto, algumas proposições que farão clara, pensamos, a questão da igreja.
Quando Cristo esteve na terra, Ele estabeleceu uma igreja visível, organizada, governada, com autoridade para receber e excluir membros.
"Sobre esta rocha edificarei a minha igreja". Mateus 16:18.
"E se não as escutar, dize-o à igreja; e se também não escutar a igreja, considera-o como um gentil e publicano". Mateus 18:17.
Muitos enganam-se confundindo igreja com reino. Os Santos dos Últimos Dias, como a si mesmos se chamam, ou Igreja de Deus, não têm rol de igreja e nenhuma organização. Os seguidores de Alexandre Campbell insistem que, quando uma pessoa está salva, ela está na igreja sem voto da igreja. As idéias dos Santos e os seguidores de Campbell em comum mostram confusão mental sobre este assunto. Uma pessoa pode estar salva e não estar na igreja visível; pode estar na igreja visível e não estar salva. Devemos distinguir entre o reino e a igreja visível. Outra vez repetimos a proposição, que quando Cristo esteve na terra Ele estabeleceu uma igreja visível com oficiais, organização e o poder de receber e excluir membros.
Cristo deu a Sua igreja visível as ordenanças para administrar e guardar até que E1e volte outra vez.
Notai, duas coisas há aqui para a igreja fazer: administrar e guardar essas ordenações. Estas duas ordenanças são o batismo e a Ceia do Senhor. É para a igreja guardá-las, não mudá-las. "retende os preceitos (ordenanças) como vo-los entreguei". 1 Cor. 11:2. É para a igreja administrá-las e não algum outro. A igreja tem a autoridade. Ninguém mais tem. Para que alguém mais as administre é proceder sem autoridade. Mudá-las é destruí-las. Esta igreja visível que Cristo estabeleceu é para administrar e conservá-las.
Esta igreja visível que Cristo estabeleceu percorreu os séculos, está no mundo hoje e continuará até que Jesus venha.
Vede outra vez Mateus 16:18: "Sobre esta rocha edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Cristo diz que a edificara, que é Sua igreja, que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, isto é, que ela existirá por todos os tempos. Não é necessário delinear a continuidade da igreja: bastam as palavras de Cristo para provarem este ponto. Ele diz que as portas do inferno não prevalecerão contra ela e que passará o céu e a terra, mas Suas palavras não passarão.
Temos, então, agora diante de nós as três proposições:
1. Cristo estabeleceu uma igreja visível.
2. Ele deu a essa igreja as ordenanças para administrar e guardá-las.
3. Essa igreja está no mundo hoje. A questão, portanto, é;
Qual das muitas igrejas assim chamadas no mundo hoje é a igreja que Cristo estabeleceu quando esteve no mundo?
Há muitas igrejas assim chamadas. Há mais hoje do que ontem e haverá mais amanhã do que hoje. Todas não são a igreja que Cristo estabeleceu. Qual delas é? Por dois métodos de prova podemos chegar à resposta correta a esta pergunta.
O primeiro método de prova é o método de eliminação
histórica. Qualquer igreja cuja origem esteve nos tempos medievais
ou modernos não é a igreja que Cristo estabeleceu, pela simples
razão que não existiu quando Cristo estabeleceu Sua igreja
e não veio a existir muito tempo depois. Aqui estão os nomes
de algumas delas, mostrando sua origem humana e a data do seu nascimento:
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
São estas as principais e assim podíamos fazer com as outras se tomássemos tempo e espaço.
Agora, por este método de eliminação histórica, removemos todas as pretensões de serem a igreja que Cristo estabeleceu, menos duas e estas duas são os batistas e os católicos romanos: ambas retrocedem na história e se obscurecem nos séculos trevosos.
No ano 200 A. D., cento e trinta anos após a morte de Paulo, quando muitos que foram quase contemporâneos de Paulo viviam, achamos, segundo os historiadores, que os batistas e heréticos, que depois foram formar a Igreja Católica Romana, estavam discutindo sobre o batismo. Não foi o modo de batismo o ponto da controvérsia. Até aos meados do século quarto a Igreja Católica Romana imergiu como fizeram os batistas. Nem foi o batismo infantil nem a salvação batismal, os quais vieram muito mais tarde, surgiu a controvérsia porque os batistas não aceitaram como válido o batismo de hereges, dizendo que não tinham autoridade para batizarem e insistindo em batizar todos quantos lhes vieram desses corpos estranhos e heréticos.
Pelo que, as corporações heréticas se iraram, alcunharam-nos anabatistas (re-batizadores) e convocaram mesmo alguns concílios sobre a matéria.
Permiti-me citar alguns dados históricos em corroboração disto. Cito primeiro uma afirmação de Inácio, um dos patrologos apostólicos e, provavelmente, um contemporâneo de João e Paulo: "Não é lícito quer batizar quer celebrar a festa de amor sem o bispo (pastor); mas, o que quer dizer que ele aprove, isso é também agradável a Deus, de maneira que tudo quanto é feito seja agradável e válido". Padres Antenicenos. Vol. 1, pg. 90.
Ouvi agora Tertuliano, 200 A. D.: "Há para nós um e só um batismo. Um Deus, um batismo, uma igreja nos céus. Mas deve ser admitido que a questão, que regras devem ser observadas a respeito dos heréticos, é digna de ser tratada. Eles não tem comunhão em nossa disciplina. O seu batismo não é um com o nosso, porque não é o mesmo: um batismo que, desde que eles não o têm devidamente, sem dúvida não o têm de modo algum. Nem é isso capaz de ser contado quando não é tido". Idem, Vol . III, pg. 676.
Neander, outro historiador, ao falar sobre como as igrejas plantadas por Paulo ficaram como uma unidade contra a imersão estranha, diz: "Foi um bispo romano, Estevam que, instigado pelo espírito de arrogância eclesiástica, lavrou uma sentença de excomunhão contra os pastores da Ásia Menor, Capadócaia, Galácia e Cicília, estigmatizando-os como Anabatistas, nome, contudo, que eles não podiam afirmar justamente que não mereceram por seus princípios: porque não era seu desejo administrar um segundo batismo, mas disputavam que o prévio batismo dado pelos hereges (outras seitas) não podia ser reconhecido como verdadeiro". Vol. I, pgs. 318 e 319.
O supracitado é dado para mostrar que tão cedo como no segundo século A. D., houve uma controvérsia entre os batistas e os hereges quanto a quem tem o direito de administrar o batismo. Quanto a quem estava direito, os batistas ou os hereges, não nos aventuramos dizer neste ponto. Isso seria divagar a questão. Mas provamos ao menos o nosso ponto, que ambas essas corporações afastam-se e se perdem no período trevoso da história primitiva.
Aqui, então, está o nosso dilema neste ponto. Historicamente temos eliminado todas as igrejas exceto duas que se arrogam ser a que Cristo estabeleceu; mas duas ainda ficaram, os batistas e os católicos romanos. Ambas reclamam ser a igreja que Cristo estabeleceu, ambas afastam-se nas épocas trevosas da história. Como devemos decidir entre estas duas?
Há só um meio de decidir e esse é pelo processo de identidade.
O segundo método de prova, portanto, é o processo de identidade. Devemos comparar estas duas corporações religiosas, batistas e católicos, com a igreja que Cristo estabeleceu. A que for idêntica com essa igreja em organização e doutrina, essa é a que Cristo estabeleceu, logo a que tem o direito de administrar as ordenanças.
Tomemos a igreja em Jerusalém, portanto, como um exemplo da igreja que Cristo estabeleceu, notemos suas características e comparemo-las com as dos batistas e católicos.
Características da Igreja de Jerusalém.
1. Uma Igreja do Espírito Santo. "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar: e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso e encheu toda a casa em que estavam assentados. E todos foram cheios do Espírito Santo. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas". Atos 2:1-2, 4 e 41.
Vemos, portanto, que a Igreja de Jerusalém foi uma igreja que dependeu do Espírito Santo para preparar gente para a comunidade nela. É mesmo assim na Igreja Batista: numa Igreja Batista deve haver uma experiência de religião no coração por meio da obra do Espírito Santo no interior. Na Igreja Católica apanham-se os membros na infância, que são confirmados quando atingirem a idade da responsabilidade.
2. Uma Igreja Onde Os Crentes São Batizados.
O segundo sinal da Igreja de Jerusalém é que somente crentes são batizados. "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a palavra". Atos 2:41.
Não se arquiva aqui, nem em nenhum outro lugar da Bíblia onde o batismo fosse jamais administrado a qualquer um que não fosse crente. Filipe disse ao eunuco: "É lícito (ser batizado), se crês de todo o teu coração". Atos 8:37. É assim mesmo na Igreja Batista. A Igreja Católica, todavia, é constituída quase inteiramente dos que foram batizados na infância, para cuja prática não há base escriturística.
3. O Batismo Era Administrado Somente por Imersão.
Um terceiro sinal da Igreja de Jerusalém é que o batismo era administrado somente por imersão. Isto não carece de argumento: todos os eruditos o admitem.
Os católicos admitem que eles mudaram a ordenança do batismo no século quarto, porque a aspersão é mais conveniente. Cito "A Fé de Nossos Pais", pgs 316 e 317, que é de autoridade católica.
"Por vários séculos depois do estabelecimento do cristianismo o batismo era usualmente conferido por imersão: mas, desde o século doze o batismo por infusão prevaleceu na Igreja Católica. O batismo é o meio essencial estabelecido para lavar a mancha do pecado original e a porta pela qual achamos admissão na igreja. Daí o batismo é tão essencial para a criancinha como para o adulto. As crianças não batizadas estão excluídas do reino do céu. O batismo nos faz herdeiros do céu e co-herdeiros com Jesus Cristo".
John Wesley, no seu comentário a Romanos 6:4, onde Paulo diz: "De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo", nota: "Isto se refere ao modo antigo de batismo, o qual era por imersão". Assim dizem todos os eruditos. Este sinal, portanto, é idêntico ao de uma Igreja Batista e diferente do da Igreja Católica.
4. Somente Crentes Batizados Vinham à Mesa do Senhor.
O quarto sinal da Igreja de Jerusalém é que somente crentes batizados vinham à mesa do Senhor. "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a palavra (os que tinham crido e sido batizados); e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Atos 2:41-42. Este sinal da Igreja de Jerusalém é idêntico ao de uma Igreja Batista no seu ensino Uma asserção principal da fé batista tem sido sempre que só os escrituristicamente batizados podiam vir à mesa do Senhor. Por amor de Cristo elas tem permanecido nesta verdade escriturística, ainda que por assim fazerem signifique serem mal-entendidos e serem chamados de egoístas e estreitos por outras denominações.
5. A Igreja de Jerusalém era uma Democracia Pura.
O quinto sinal da Igreja de Jerusalém é que era uma democracia pura. Não havia autoridade eclesiástica sobre eles, nenhum papa, nenhum bispo. A palavra "bispo" na Bíblia é usada interminavelmente com as palavras "ancião", "presbítero" e "pastor". 1 Pedro 2:25, Tito 1:7, 1 Timóteo 3:12, Filipenses 1:1. A Igreja de Jerusalém elegia os seus próprios oficiais, chamava os seus próprios pastores, presbíteros ou bispos, como são variamente chamados, tendo um membro tanta autoridade na igreja como outro. Assim tem sido sempre numa Igreja Batista e assim não é na Igreja Católica.
Logo, como entre estas duas pretendentes, concluímos:
1. Que a igreja visível que Cristo estabeleceu era uma Igreja Batista.
2. Que ela tem vindo através dos séculos e está no mundo hoje.
3. Que a ela foram dadas as ordenanças para guardar e a ela só.
4. Que outros que presumem iniciar igrejas e administrar as ordenanças assim fazem sem autoridade divina.
É nossa firme convicção, independentemente de quanta verdade e erro inerem nas organizações, que José Smith tem tanto direito de começar uma igreja como Alexandre Campbell, João Wesley, Henrique VIII, João Calvino, Mrs. Eddy ou Martinho Lutero. Nossa contenção é que nenhum deles teve o direito. A afirmação de Campbell, que até ele começar a reforma a linha de sucesso estava com os batistas, era verdadeira e ainda é. Com eles tem sempre ficado, como os historiadores citados afirmam, e ainda fica, a autoridade para batizar e pôr a mesa do Senhor. Afirmamos que esta questão de autoridade deve ser resolvida antes de podermos ter uma definição do batismo e da Ceia do Senhor. A imersão de um crente em água, portanto, não servirá como uma definição de batismo, algo mais que tomar pão e vinho no lar constitui a celebração da Ceia do Senhor. Devem ser administrados, batismo e Ceia do Senhor pela devida autoridade antes que seja batismo, antes que seja Ceia do Senhor. Os anabatistas estavam direitos e os modernos batistas leite e água, que de contínuo publicam definições que negligenciam a questão de autoridade, estão errados. Todos os fatos das Escrituras mostram (e estes fatos são atestados pelos fatos da história) que Cristo estabeleceu uma igreja visível, entregou-lhe as ordenanças; que esta igreja vem descendo através dos séculos; que era uma Igreja Batista; que, imperfeita como era no princípio, imperfeita como é hoje, mesmo como um vaso de barro que levamos à fonte, serve para carregar a água doadora de vida; ainda que imperfeita como era, esta organização imperfeita tem guardado e conservado as ordenanças e as doutrinas, passando-as à posteridade, a despeito da apostasia de Roma, a despeito das perseguições, a despeito de todas as forças do maligno, e isto continuará a fazer até que Jesus venha.
Agora, se tu, meu leitor, por um estudo cuidadoso da questão com esses fatos na tua frente, pondo de lado todo prejuízo, contudo creres deve unir-te a uma Igreja Batista e receber batismo batista dado que tenhas crido para salvação de tua alma. Se tu não o creres então é teu dever procurar a Igreja que Cristo estabeleceu e unir-te com essa igreja. Não te satisfaças com menos do que isso.
"Meu Senhor, acho que nada mais servirá,
Senão seguir onde Tu guias, sentar-me aos Teus pés,
E quando não te acho, corro ainda para Te encontrar.
As rosas são sem perfume, sem esperanças as manhãs,
O descanso não é senão trabalho, o riso crepitantes
espinhos,
Se as verdades Tu não as fizeres verdadeiras.
Tu és minha vida, ó Cristo, e nada mais servirá".
Autor: W. M. Nevins